luminous animal (Tony Moffeit) e tradução por Zeligara

Este poema é citado no livro no capítulo 1, sobre La Loba (Rocco, 1994, p.46).

Luminous animal – Tony Moffeit

https://tonymoffeit.outlawpoetry.com/2007/11/16/tony-moffeit-images/#comments

the question is: how do you

break free from your demons

the question is: how do you

howl alone the question is:

how do you live your own life

as you please the question

is: how do you free yourself

from the prison of your own

mind the question is: how do

you break down the walls of

this machine of your own

making the question is:

how do you break free and

there is only one answer:

to go deeper into the heart

of the wound to go deeper

into the heart of the blues

to go deeper into the pulse

of the shadows deeper into

the darkness deeper into

the blackness deeper into

the night

like a luminous animal you

shine like a luminous animal

you open the infinite doors

like a luminous animal you

dance alone like a luminous

animal the night fills all

your pores like a luminous

animal you glow from the

fire of the pulse in your

veins till there’s nothing

left in your blood but the

blaze like a luminous animal

you howl like a wolf down

by the tracks like a luminous

animal the only battle you

wage is the one with yourself

like a luminous animal all

you know is what you feel

inside like a luminous animal

you know the secret of

unlearning like a luminous

animal you shine

i want the day to cloud up

i want the leaves to blow

i crave the storm it is the

only calm i know the night

of gray day the darkness on

the edge of the nerves the

wildness of a dance of

letting go like a child

caught somewhere between

play and dream and reality

juggling stars or walking

the tightrope of the horizon

i want the leaves to blow i

want to laugh with them i

want to laugh as i surrender

to the wind i want to be

the calm in the center of

the storm i want to be the

first drops of rain licking

the roofs a warning that

thunder and lightning are

coming to play

you ask me my name my name

is haiti you ask me my name

my name is voodoo you ask me

my name my name is mojo you

ask me my name my name is

drumcloud you ask me my name

my name is raindance you ask

me my name my name is wolfhowl

you ask me my name my name is

snakeskin you ask me my name

my name is bluesmoan you ask

me my name my name is dream

juggler you ask me my name

my name is tightrope walker

you ask me my name my name is

mystery train you ask me my

name my name is jazzflame

you ask me my name my name

is ace of spades you ask me

my name my name is snake eyes

you ask me my name my name is

luminous animal

animal luminoso (tradução por Zeligara)

a questão é: como você

se liberta dos seus demônios

a questão é: como você

uiva a sós a questão que é:

como vive sua vida à vera

como lhe agrada a questão

é: como você se liberta

da prisão de seu próprio

ânimo a questão é: como

você põe abaixo as paredes

desta máquina que é você

fazendo a pergunta que é:

como você se liberta e

há apenas uma resposta:

ir fundo no coração

da ferida ir mais fundo

no coração da tristezazul

ir fundo na pulsação

das sombras profundas indo

às profundezas da escuridão indo

aos profundíssimos abismos dentro

da noite

como um animal luminoso você

brilhe como um animal luminoso

você abre portas infinitas

como um animal luminoso você

dança a sós como um luminoso

animal a noite preenche tudo

e seus poros como um luminoso

animal você cintila vindo do

fogo da pulsação em suas

veias até que não há nada

mais no seu sangue além do

esplendor como um animal luminoso

você uiva como um lobo indo

estrada abaixo como um luminoso

animal a sua única batalha

válida é aquela consigo mesmo

como um animal luminoso tudo

o que você sabe, você sente

dentro como um animal luminoso

você sabe o segredo de

desaprender como um luminoso

animal você brilha

eu quero o dia nublado

eu quero que as folhas soprem

eu desejo a tempestade e é a

única calmaria que conheço a noite

dos dias cinzas a escuridão lá

no limite dos nervos da

selvageria da dança de

abrir a mão como uma criança

surpresa n’algum lugar entre

brincadeira e sonho e realidade

malabares com estrelas ou caminhando

sobre a corda barba do horizonte

eu quero que as folhas soprem eu

quero rir com elas eu

quero rir e me render

ao vento eu quero ser

o calmo centro da

tempestade eu quero ser as

primeiras gotas da chuva lambendo

telhados um aviso de que

raios e trovões estão

vindo para jogar

você me pergunta meu nome meu nome

é haiti você me pergunta meu nome

meu nome é voodoo você me pergunta

meu nome meu nome é mojo você

pergunta meu nome meu nome é

nuvemtambor você me pergunta meu nome

meu nome é dançadachuva você pergunta-

me meu nome meu nome é uivodolobo

você pergunta meu nome meu nome é

peledecobra você pergunta meu nome

meu nome é queixumazul você pergunta-

me meu nome meu nome é sonho

malabarista você me pergunta meu nome

meu nome é caminhante da corda bamba

você me pergunta meu nome meu nome é

trem do mistério você pergunta-me meu

nome meu nome é flamadejazz

você me pergunta meu nome meu nome

é ás de espadas você pergunta-me

meu nome meu nome é olhos de cobra

você me pergunta meu nome meu nome é

animal luminoso

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